Buscar

O que é RANSOMWARE: Conheça a ameaça e como prevenir


Um ataque ransomware pode gerar uma série de complicações e perda de dados importantes para corporações ou indivíduos. O malware visa extorquir usuários, impedindo-os de acessar seus arquivos, e é um dos ciberataques mais aplicados por hackers atualmente.


Ransomware: definição

O ransomware é um tipo de malware que impede que as vítimas tenham acesso a seus dados, bloqueando-os ou codificando-os. Em troca da recuperação das informações, os hackers solicitam o pagamento de um resgate, geralmente em criptomoedas ou por cartão de crédito.

O agravante desse ataque é que ele é silencioso. Após a infecção do sistema, que pode ocorrer por meio de vulnerabilidades de aplicações, cliques em links maliciosos ou anexos em e-mails de armadilha, o criminoso só entra em contato com a vítima quando já criptografou ou bloqueou todos os arquivos.


Histórico do ataque

Apesar de ter se popularizado após 2011, esse tipo de ataque cibernético recente. As primeiras variantes de ransomware são datadas da década de 1980 e conseguiam bloquear todas as informações contidas no local C: de uma máquina.


Naquela época, após sucessivas reinicializações e tentativas de acesso, os usuários recebiam uma mensagem solicitando o envio de uma quantia em dinheiro pelos correios para o desbloqueio dos dados.


As primeiras versões de ransomwares tinham criptografia simples e pessoas experientes em computação conseguiam reverter a codificação. Atualmente, vários desses ataques, como o CryptoLocker, são muito mais elaborados e precisos, contando com encriptação de alto nível.


Um ransomware de criptografia que tomou uma enorme proporção, em 2017, e atingiu grandes corporações foi o WannaCry. Segundo autoridades europeias, o ataque, que codificava todos os arquivos do computador e exigia um resgate para não destruí-los, infectou mais de 200 mil dispositivos.


O pagamento para a recuperação dos dados deveria ser feito em bitcoins, e a quantia poderia aumentar com o passar do tempo. O WannaCry explorava uma falha de segurança em versões desatualizadas do Windows e foi idealizado para afetar usuários de diversos países, tendo sua mensagem traduzida para mais de 20 idiomas.


Como o ataque funciona?

A infecção do computador é a primeira etapa do ransomware e, na maioria das vezes, é imperceptível. Os disfarces para conseguir êxito nesse ponto podem ser vários. Uma porta de entrada significativa e que merece atenção especial é o e-mail.

Os hackers podem anexar arquivos aparentemente inofensivos, como PDFs e arquivos de texto, mas que quando baixados darão os acessos ao computador que eles precisam. Outra possibilidade é a inclusão de links maliciosos com a mesma finalidade.

A instalação de programas não oficiais também pode ser um modo dos criminosos infectarem dispositivos. As aplicações não licenciadas podem já estar corrompidas com malwares, que permitirão que os hackers acessem os arquivos, ou então deixar as máquinas vulneráveis e mais propensas a esses ataques.

Publicidades maliciosas, que se passam por anúncios reais, e links em redes sociais com downloads automáticos também podem ser utilizados por hackers para conseguir adentrar a computadores. Quando as “iscas” são clicadas, o criminoso ganha o acesso à máquina.

Após infectar os dispositivos, o malware irá trabalhar sem deixar vestígios até codificar os arquivos e/ou bloquear as funções desejadas. Quando isso ocorre, eles deixam uma mensagem para a vítima indicando os passos e instruções para o pagamento do resgate.

Quais os tipos?

Os ataques ransomware podem ser de três tipos principais, que se diferenciam pela tática utilizada e pelo nível de comprometimento dos arquivos. Confira a seguir quais são eles:

Scareware

Os scarewares são os ransomwares mais fáceis de lidar e, na realidade, não chegam a ter acesso aos arquivos do computador. Esse tipo de ataque dispara pop-ups se passando por aplicações de segurança e alegando a descoberta de um malware, que só pode ser eliminado se uma quantia for paga.

O maior problema desse ransomware é a recorrência dessas mensagens, que continuam aparecendo ao utilizar o computador. No entanto, esse tipo de ameaça geralmente não infecta realmente o dispositivo e, consequentemente, não representa grandes riscos.

O mais importante ao receber um ataque desses é lembrar que os programas de segurança, como antivírus, cobram por licenciamento e não pela remoção de malwares. Logo, se a aplicação já está instalada, não há novos pagamentos e, se não estiver, não há porque haver cobranças.


Bloqueador de tela

Quando o ataque é do tipo bloqueador de tela, o computador fica travado em uma janela, que normalmente ocupa todo o monitor e impede que o usuário faça qualquer ação no dispositivo. Mesmo reiniciando-o não há como executar tarefas.

Nesse ransomware, o hacker pode já informar para a vítima na tela que ela foi atacada e deve pagar o resgate para recuperar o acesso à máquina e seus arquivos ou, então, ele adiciona uma outra camada de enganação.


O criminoso pode envolver o nome de instituições, como a polícia, a Justiça ou o Departamento Federal de Investigações norte-americano, mais conhecido como FBI, e dizer que o indivíduo precisa pagar uma multa por conta da detecção de atividades ilegais no dispositivo.


Ransomware de criptografia

O ransomware de criptografia é o que geralmente causa mais danos e deixa os usuários completamente reféns dos hackers. Nesse ataque, após acessar os arquivos, os criminosos codificam-nos, exigindo pagamento para descriptografá-los ou fornecer a chave para devolvê-los.

Muitas vezes, os hackers utilizam um tipo sofisticado de codificação e, por isso, os dados só podem ser recuperados com a chave específica. Enquanto eles estão com os seus arquivos, nenhum software de segurança ou restauração do sistema consegue restituí-los.

Na verdade, mesmo com a remoção do malware ou o pagamento da quantia solicitada não é possível garantir a recuperação dos dados.


O que fazer se sofrer um ataque?

A primeira recomendação ao sofrer um ataque ransomware de criptografia é não pagar o resgate logo de cara.

Isso porque essa atitude incentiva os criminosos a continuarem empenhando golpes desse tipo e não há certeza de que os hackers realmente decodificarão os arquivos ou fornecerão a chave.


O ideal é contatar profissionais de TI especializados que possam ajudar a resolver a situação da melhor forma. Pode ser que seja possível tentar utilizar descriptografadores ou outros recursos para solucionar o problema.


Alguns produtos de segurança podem conseguir desinfectar o dispositivo, removendo o malware. No entanto, é fundamental contar com orientação profissional para realizar qualquer tarefa desse gênero, para não correr o risco de piorar a situação, e o procedimento não garante a recuperação dos arquivos.


Desconectar o dispositivo infectado da rede para evitar que outras máquinas sejam afetadas pelo ataque é mais uma ação importante, assim como isolar computadores que não foram corrompidos para proteger seus arquivos.

Mudar senhas e credenciais de sistemas e contas também pode ser uma ótima medida para evitar que o ataque se propague.


Como se proteger

O melhor jeito de lidar com os ataques ransomware é, na verdade, evitá-los. Para isso, é preciso adicionar camadas de proteção ou, então, se atentar para que arquivos infectados não explorem vulnerabilidades em dispositivos.


Desconfiar de comunicações não usuais, anúncios muito tentadores, anexos de e-mails aparentemente inofensivos, mas sem contexto, e não clicar em qualquer link são algumas das maneiras de não cair nas “iscas” dos hackers.

Conhecer as técnicas de engenharia social e como elas são utilizadas para aplicar fraudes, além de repassar essas informações para os demais colaboradores da empresa, educando-os nesse sentido, também é um ótimo jeito de elevar o nível de segurança da corporação.


Outro ponto fundamental para escapar do ransomware é sempre utilizar programas e aplicações oficiais, além de licenciá-los. Assim, é possível reduzir as chances de ser infectado por malwares ao executar recursos piratas.


Manter os programas e sistemas atualizados é também uma maneira de se proteger contra esse tipo de ciberataque, já que os desenvolvedores corrigem as possíveis falhas de segurança de uma versão para outra.


Além disso, preservar backups de arquivos e bancos de dados é um método de evitar danos e prejuízos por conta de ransomwares.


Estabelecer rotinas de backup conforme a necessidade e o nível de geração de dados da empresa, guardando as cópias de segurança dos arquivos em locais seguros, como a nuvem, permite garantir a continuidade dos negócios e agir com um pouco mais tranquilidade caso ocorra um ataque.


O ransomware pode causar uma série de dores de cabeça para a gestão de empresas e representar um sério risco para suas operações. Compreender e saber como lidar com essas ameaças é o primeiro passo para evitá-las.


Para receber conteúdos sobre TI e segurança da informação diretamente na caixa de entrada de seu e-mail, preencha o formulário e se inscreva na newsletter da Microdados!

18 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo